terça-feira, agosto 17, 2010

Socráticas ou Satíricas?

Todos nós queremos a vida,
Sempre!
Porque é com a vida que podemos,
Desejar, conquistar e gozar.

A conquista do desejo.
Mos traz um grande prazer.
Tendo aqui, o finalizar de um ato.
A atualização do desejo cessa a potência do querer.

E queremos sempre mais,
Sempre mais, sempre mais, mais, mais.

A mensuração do que é maior:
O prazer ou a vontade?
É uma questão semelhante,
Com a do ovo e da galinha.

Porém a vida pode ser classificada,
De boa ou de ruim,
Pela quantificação do prazer que se teve.

Mas há uma ressalva!
Não há maiores problemas,
Em se viver uma vida prazerosa e gozadora,
O problema é quando a busca do prazer não o sacia.

Logo, a potência não se atualiza,
E o circuito não se fecha.
Mas o que se abre é a angústia.

A angústia é a porta de entrada para a dor,
Sendo assim, a busca do prazer insaciável,
Do prazer exacerbado,
Causará na verdade,
O desprazer,
Seguindo a ele a dor.

A dor da incompletude da vida,
Uma dor que se abre e não se fecha,
Porque nada mais a alimenta.

quarta-feira, julho 07, 2010

ERIKA NATHASHA: Terrorista ou Cineasta?

Compreendê-la é qualquer coisa,
De incompreensível.
Melhor mesmo é deixá-la,
Falar...
E que fale!

Fale de tudo o que ela passou,
De tudo o que ela viveu,
De tudo o que ela quer viver,
Que fale de tudo!

Afinal ela é uma artista!
Artista dos filmes de Almodóvar,
Embora suas histórias,
Sejam mais cabíveis,
Num thriller de Tarantino.

Mesmo que algumas partes,
Pareça-nos uma menção a Woody Allen.
Vos digo, nem tudo é o que parece.

De certo, tudo é um mix,
De Faroeste Caboclo,
Com a vida de Frida Khalo.

E quando você perceber isto,
Já vai ser tarde demais...

Já estará entretido,
Com suas histórias,
Suas vidas e suas memórias.

Porque ela pode se perfazer,
De vários modos,
Mas sempre haverá uma essência,
De ser sempre muito,
MUITO!

sexta-feira, junho 18, 2010

TIM TIM

La elegía de la cerveja

Soa os copos em alguma mesa de bar
burbujas y rostros se prefiguran mientras se escucha un tim tam
é o inicio de tudo... dois sons que mais parecem a mais bela sinfonía
acordes se encabalgan. Giros acuáticos comienzan.

Nos metemos assim num oceano de tom amarelado
medusas eléctricas, tim tim, repican como campanas
nos deixando assim atordoados
amarillos los ojos, cerebro amoratado.

Tim tim: o som com o qual afogamos nossas mágoas e banhamos nossas alegrias...
¡oh! existencia hedónica, dionisiaca y epicúrea nos consagra
dê-nos tua força para atravessar este oceano!
peregrinaje en caminos de cebada, tim tim, levadura va a evacuar: a vida mesma.

Autores: Rafael Barreto
Zahira Rico

quarta-feira, maio 12, 2010

FIAT LUX.

O amor é a única verdade que temos,
E por ser nossa única verdade,
É o único capaz de nos levar à eternidade.

Porém, enquanto a eternidade não nos chega,
Se faz importante desvendar como esta verdade amorosa,
Elo eterno.
Participa das incongruências efêmeras de nossa história fugaz.

Não duvido que haja relação entre as coisas eternas e as coisas fugazes.
E outra certeza que tenho é que o atrito nos proporciona muitas coisas.
Com isso, a inércia não nos leva a coisa alguma...

É o movimento, juntamente com o contato, que gera a dinâmica do atrito,
Por isso, estou tentado a dizer que, é o contato juntamente com o movimento,
Que gera a dinâmica do amor, neste mundo fugaz.

Quanto mais contato tiver, mais movimento terá,
E o amor, como chama, mostrará a sua luz eterna.
Esta luz nos guiará à eternidade.

terça-feira, março 09, 2010

Na varanda tem uma rede.

Se os olhos são a janela da alma,
Sem dúvida alguma,
Os óculos são,
A sua varanda...

... e por esta varanda,
Eu acabei entrando em sua vida.
Sem pedir muito sua permissão.

Nos enredamos em pensamentos,
E com essa rede, já formada,
Fincamos uma ponta e a outra na parede,
Para podermos descansar e nos balançar,
No balanço da filosofia,
Depois de qualquer dia estafante.

E fui percebendo que a cada dia mais,
Como era boa esta rede.
Assim como cada balanço,
Mostrava-nos, agora, o que somos,
Um para o outro.

A rede fincada na varanda,
Nos apresenta, também, vários lugares,
A Av. Paulista, o Cristo Redentor, a Lapa,
Ou até mesmo qualquer Pub de Dublin,
Local que ainda somente conhecemos,
Através de nossos espíritos e vontade.

E pensando bem,
Nesta rede formada,
Que no início não existia,
E hoje já é realidade.

Já não é somente sua,
Ou somente minha.
Porque já se entrelaçaram os nós.
Entre nós.

Então, é com profunda certeza,
Que afirmo, singularmente,
Que quero a cada instante,
Me embriagar nesse nós!

Seja num chopinho na Lapa,
Ouvindo uma música,
Ou discutindo filosofia.

Deste modo, serei muito mais eu,
Porque não haverá mais distância,
Entre: eu, você e os nós e nós.

(Homenagem à Talita B. Fornereto, a quem às vezes chamo carinhosamente de Tamoji!)

segunda-feira, janeiro 25, 2010

A Verdade agoniza, mas não morre.

A verdade tem uma força incrível,
Ela é a chave-mestra da humanidade.

A verdade nem sempre é factual,
Mas quem precisa de fatos,
Quando o amor proclama sua vontade!

Não há diferenças,
Entre o amor, a verdade e a vida,
De fato, são todos uma mesma coisa.
Três vertentes de um mesmo ser.

E assim, poderíamos aqui,
Transcrever poeticamente,
Toda uma gama de jogo de palavras,
Com esses três conceitos únicos,
Para elucidar o que eu quero dizer.

Mas o que eu lhes quero realmente dizer,
Amigos leitores,
É que uma verdade não morre,
Porque dentro dela está o amor.

Mesmo que muitos a queiram esquecer,
Tentando fazê-la desaparecer,
Mesmo que ninguém mais cite:
Esta trindade: Amor, verdade e vida.
Mesmo assim, ela nunca será mentira!

O que nos resta,
Não é salvaguardar a verdade,
Ela já é eterna porque é vida.

Mas anunciá-la,
Para que esta possa a cada dia,
Frutificar novos amores.
Tornando mais verdadeira a própria verdade.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Vou te Viver.

Se as histórias que eu conto,
São aquelas que eu vivi.
Quanta vida eu terei tido.

Mas se a vida que eu vivo,
São as histórias que eu contei,
Quantos acontecimentos eu terei passado.

Contudo, se as histórias que eu contar,
For aquilo que eu escrever,
Aí, sim, terei algo para viver.

sábado, novembro 07, 2009

Reticências.

Às vezes é necessário dar um tempo.
Quando as coisas fogem do controle.
O descontrole não é natural.

Para isso existe a razão,
E razão é amiga da natureza.
É uma razão naturalmente construída.

Mesmo que ela não seja inata,
Ela segue conosco por toda a vida.
Porque ela é a vida.

E a vida não quer a morte.

Mas na vida tudo segue, não pára.
Num fluxo contínuo

Pense nisso...

sexta-feira, junho 26, 2009

Dois Botões em Flor.

Encontravam-se numa mesma planta,
Dois botões em flor distintos.
Um era velho, mas pensava que era novo.
Outro era novo e sabia, realmente, que o era.

Com a chegada do inverno,
Esses dois botões,
Por ironia do destino,
Tocaram-se levemente.
Desencadeando dois tristes acontecimentos.

O botão velho que pensava que era novo,
Se corroeu por dentro, mas ainda permaneceu,
Com sua aparência externa.

O botão novo, que sabia que era novo.
Foi consumido de fora para dentro.
Não restando mais nada,
De seu potente aspecto.

Em resumo:
O botão novo nasceu abortado,
E o botão velho segue morto.

Demonstrando a nós como a vida pode ser destruída de várias maneiras.

(Baseado em fatos reais.)

segunda-feira, junho 01, 2009

Poderia ser tudo isso, Ou Dissonante.

Poderia ser pela distância,
Já que um oceano nos separa.
Poderia ser pelo tempo,
Já que o calendário não nos favorece.
Poderia ser pela infidelidade,
Já que fatalmente encontraremos outras pessoas.

Mas não, na verdade não é nada disso.
Não é por mim, nem por você.
Muito menos pelo término de nossa relação,
Pelo fim de nosso fulgurante e longínquo amor.

Bem, na verdade, na pura e absoluta verdade,
Estou mentindo e me desdigo desde já,
É por todos esses fatos incluídos e sintetizados,
Num único instrumento simbólico.

Um violino,
Que apenas toca uma nota,
Um tortuoso e dilacerante dó.
O dó que todos nós sentimos no peito,
Quando um amor tão grande assim se finda.

(Dedicado à Carla Martins)

terça-feira, abril 28, 2009

Onde está a Felicidade?

Você sai pelas noites, bem freqüente,
Já com raros sinais de sobriedade,
Somente vê bebida a sua frente,
E esta desce com facilidade.

E pensa sempre com seriedade:
Onde está a felicidade?
Onde está a felicidade?

Mesmo que alegria brote de repente,
No mesmo instante morre sem dificuldade,
Uma piada pode fazê-la presente,
Mas não é nada mais que leviandade.

E pensa sempre com seriedade:
Onde está a felicidade?
Onde está a felicidade?

E beija mais uma pretende,
Embora não passe de fugacidade,
Pois sabe o amor está ausente,
Assim como, também, fidelidade.

E pensa sempre com seriedade:
Onde está a felicidade?
Onde está...?

Poema-paródia de livre adaptação da música de Noel Rosa: “Onde está a Honestidade?”

sexta-feira, março 27, 2009

Abridor

Abridor,
Que minha vida precisa de mais uma dose.
Sei que ela não pode curar,
Mas é melhor que viver sempre triste.

Abridor,
Que essa mágoa,
Que trago em meu peito,
Me arrasta pra solidão.

Abre dor,
Porque uma dor quando aberta,
Não mata.

Apenas soa,
Como uma garrafa:
tsssssss

- “Garçom enche o copo, por favor!”

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Nasce uma Estrela

De que é feito uma estrela?

Por certo de tudo um pouco,
Do todo que existe no universo.
Todos os elementos da tabela periódica,
E os que ainda estão por desvelar-se.

Até mesmo por aquilo que não se pode proferir.

Uma estrela nasce do silêncio,
Entre o nada e um estrondo ensurdecedor.
Pela surdez, nasce o silêncio e a estrela.

É bem provável,
Que depois do terceiro sinal,
[Depois do nada, do estrondo e da surdez]
Uma estrela apareça, diante de nossos olhos.

Todavia, não nos olvidemos da distância.
... Dos anos-luz, que ela percorre,
Até chegar as nossas córneas.
E quando chega, chega também o seu brilho!

O brilho é o ápice do espetáculo,
Quando todos podem ver,
Que ali há deveras uma estrela,
E que ela brilha, mesmo depois do silêncio e do nada.

Quando uma estrela pára de brilhar,
Fecham-se as curtinas da existência,
Mas ela não morre,
Renasce nas palmas do público!
Até que se comece outro espetáculo.

De que é feito uma estrela?
Uma estrela é feita de poesia,
Do nada, nasce do som ensurdecedor,
Dos aplausos do público.

Nada é mais poético para ela,
Do que estas palmas,
Que lhe dão a vida.
Porque é vida.

E poesia, como a vida,
Não se pede, se conquista.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Vida Post-Mortem

A cada amor, um fantasma,
A cada fantasma, um desassossego,
Se eu contasse meus medos,
Você também não dormiria.

Amores quando se acabam,
Podem atemorizar,
São atos não terminados,
Pois permanecem na eternidade.

Vive-se um grande amor,
Muito depois de seu fim,
Porque amor é isso:
Viver o que se ama,
A cada momento,
E a todo momento.

terça-feira, setembro 23, 2008

Morre o Burro...

Uma forte dor se instala no peito,
As mãos trêmulas,
A respiração ofegante,
A cabeça febril,
E o delírio pressuposto, se torna realidade.

A última escolha,
Como única saída,
É correr. Correr para o inseguro!
Buscando nele alguma segurança,
Já que o passado, como o prometido,
Não regressou.

As derradeiras energias,
Foram gastas nos últimos passos,
Tendo chegado ao fim,
Acaba-se a fé.

E as penosas amarguras,
Somente são sanadas,
Com uma dose de whisky Blue Label.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Fantasmas Tapatíos – Poesias do México II


En las calles de Guadalajara,
Jamás se camina solitario.
Hay siempre un ojo a mirar.
Y con mucha atención es posible percibir,
El sonido de algunos pasos más…

¡Mismo llena de personas, que todavía viven,
Se puede decir que esta es una ciudad fantasma!
Todas las edificaciones expresan esta animosa calidad.

Con una pequeña caminada sin destino cierto,
Es posible encontrar con un viejo fantasma francés,
Cantando con tristeza La Marseillaise,
Pues se murió debido a las batallas contra la dominación.

Llegando en algunos puntos famosos, como el hospital,
Entre uno y otro escalofrío,
Se ve los nuevos fantasmas saliendo de sus camas y de sus dolores,
Para observaren maravillados el mural de Orozco,
Que es un retrato de su nuevo camino a seguir.

Un poquito más adelante, después de salir de allí,
Existe un cementerio, adonde todos los fantasmas tapatíos,
Se reúnen para asombrar y festejar la vida post-mortem.
Pues que la vida siempre hay que ser festejada,
Mismo que ya no se viva más.

Ya en otro punto de la ciudad,
Lejano de la agitación del cementerio,
En la Plaza de los Hombres Notables,
Siempre se ve los más preeminentes fantasmas:
Unos jugando con los canes de la Casa de los Perros,
Otros haciendo proyectos para mejorar la vida de la población,
Intentando formular una solución,
Para el retorno de olor de tierra mojada que había en la ciudad,
Y que hoy también es un fantasma.

En el hospicio se escucha el sonido de los platos tirados al suelo,
De los niños que se murieran de hambre,
Por no consiguieran llegar en tiempo,
A la mesa del gran salón.

Y por fin,
En los puntos alrededores de la ciudad,
Se percibe el olor de humo y el sonido típico,
Del tren fantasma, que lleva sus pasajeros,
A su destino final.

Pero todos estos fantasmas,
Mismo que sean muy activos,
Ya están muertos.
Y no pueden hacer nada más,
Que seguir "viviendo" en Guadalajara.

Los verdaderos fantasmas, que me atormentan,
Por muchas noches,
Son los fantasmas que nacieran para mí,
Mientras estaba en esta ciudad fantasma.

Lo peor de estos fantasmas tapatíos,
Es que ellos tienen una especialidad,
No pueden liberarse de su pena,
Porque nunca vivieran,
Apenas están en mi mente.

Y para exorcizarlos, y quitarlos de la oscuridad,
Lo que necesito es algo puro y claro,
Puro y claro como la verdad.

segunda-feira, junho 30, 2008

Criando Caso

Quando eu era criança,
Cheguei a pensar,
Que o masculino de dona-de-casa,
Seria dono-do-caso.

Quanto erro em minha mente infantil!

Depois da libertação feminina,
O único caso que conheço,
É o que elas criam...

[agora me dêem licença que tenho de esfregar o chão!]

sexta-feira, maio 23, 2008

Teu sorriso, meu caminho

Pensava eu,
Antes do princípio,
Que o fim já havia chegado,
Não havendo mais nada debaixo do céu.

Porém, como diz o ditado:
Tudo somente acaba,
Quando termina.

E mal sabia eu,
Que ainda havia tudo a começar:

Antes de tudo: um sorriso.
Sinal de felicidade.
Tanto sua,
Quanto minha.

Gesto que, sem dúvida,
Cativa a todos aqueles,
Que o miram a primeira vez,
A segunda, a terceira, a quarta...

Dizem alguns, que os olhos são a janela da alma,
Mas em seu caso,
Acredito que seja teu sorriso.
Porque demonstra o início de ti.

Não havendo nada mais sutil que as pequenas (ou “mini”) covinhas,
Que aparece com o sorriso,
Trilhando os caminhos,
Que sem querer,
Resolvi seguir e com isso me perder,

Outro modo de perder-me,
Que te sorriso me levou,
Foi passar alguns poucos minutos,
Em uma boa conversa,
E com alguns passos de dança.

Observando assim,
Que tudo o que era exprimido,
Naquele sorriso,
Passar a ser sinal verdadeiro,
Da presença da alegria.

E cada vez mais,
Fui me enveredando,
Em suas passagens,
Que a esta altura,
Já não são somente suas,
Porque passaram a ser minhas também.

E depois de breves conversas, olhares e passos,
Vieram, os carinhos, os afagos e os beijos.
Que nem mesmo a chuva pôde atrapalhar.

E ao final dessa trajetória,
Ainda me restou um mimo.
Algo, talvez involuntário,
Mas, sobretudo, marcante.

Como forma de recordar,
Tudo o que havia acontecido,
Ainda deixa em minhas roupas,
E em meu corpo,
Um pouco de ti: teu perfume.

Para que eu não possa me esquecer de ti,
E ainda fantasiar e planejar,
Novos encontros...

Teu aroma, impregnado em mim.
É, hoje, o que me faz acreditar,
Que o futuro está presente.
Pois me leva ao começo,
E não mais preciso,
Viver meu final.

Entretanto, ele apenas dura,
Poucos minutos,
O que me leva sempre,
Retomar todos os teus caminhos novamente.

Teu perfume te representa,
Quando não mais segues comigo.

É a eternidade fugaz,
Assim como são fugazes,
E por isto mesmo, eternos,
Todos os gestos de amor.

(Deticado à e inspirado por Daiane dos Santos)

sexta-feira, abril 11, 2008

O Astrolábio

Instrumento naval,
Inventado por Hiparco de Nicéia.
Utilizado para guiar as navegações.

Sua forma arredondada,
Demonstra grande solidez.
Indispensável para suportar,
As intempéries marítimas.

Ele como um todo,
É até bem útil.
Mas já há tempos,
Foi substituído pelo sextante.

Melhor então,
É reinventá-lo.
Dar-lhe uma nova feição.

Ao invés de ser redondo.
Seria mais interessante,
Se o dividíssemos,
Em duas metades.

A primeira,
Estaria voltada para cima,
Para os astros.
A segunda, aqui na terra,
Para os lábios.

E assim, tudo se encaixaria,
Num tremendo prazer:O astro lábio, minha língua vermelho mercúrio e o céu da sua boca!

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Não Me Negue Seus Olhos

Não me negue seus olhos.
Que me iluminam,
Retirando-me da escuridão,
Que me foi trazida pela noite.

Não me negue seus olhos,
Pois tentei substituí-los pela lua,
E não fui bem sucedido.
Já que não é em todas as noites,
Que a lua se mostra iluminada.
E sua face escura,
Reflete o meu pesar.

Não me negue seus olhos,
Nada mais me vê como eles,
E sem eles eu não existo.

Não me negue seus olhos,
Porque sem eles,
Eu apenas insisto.

Não me negue seus olhos...