A paixão,
É como um espirro:
Vem com uma vontade insuportável,
Porém logo se supera,
Seguido a uma sensação de alivio.
Bem como essa poesia!
quarta-feira, julho 05, 2006
segunda-feira, maio 08, 2006
Tempos de música
Hoje, assim que acordei,
Resolvi ligar o rádio.
Estava com saudades...
Aleatoriamente as músicas,
Me foram chegando,
Uma a uma...
Cada qual com seu compasso.
De repente,
Assim como se meu coração fosse aberto,
Nossa canção entrou no ar!
E meus pensamentos foram com ela...
Recordando cada instante em que estivemos juntos,
Criando outros que poderiam ter acontecidos,
Reinventei nossa relação!
Não foi preciso muito,
Para reviver o nosso tempo!
Enquanto começavam as primeiras notas,
Lembrava-me dos nossos primeiros sorrisos.
O tempo da memória,
É o tempo da música,
A canção é nossa memória externa,
As nossas lembranças eternas!
Mas com o fim da melodia,
Pensava eu que seria o fim das recordações,
Eu estava enganado!
O tempo das canções assim como o da memória,
Não está preso ao tempo real,
Percorre o imaginário.
Imagine só,
Nossa música tocando novamente!
Resolvi ligar o rádio.
Estava com saudades...
Aleatoriamente as músicas,
Me foram chegando,
Uma a uma...
Cada qual com seu compasso.
De repente,
Assim como se meu coração fosse aberto,
Nossa canção entrou no ar!
E meus pensamentos foram com ela...
Recordando cada instante em que estivemos juntos,
Criando outros que poderiam ter acontecidos,
Reinventei nossa relação!
Não foi preciso muito,
Para reviver o nosso tempo!
Enquanto começavam as primeiras notas,
Lembrava-me dos nossos primeiros sorrisos.
O tempo da memória,
É o tempo da música,
A canção é nossa memória externa,
As nossas lembranças eternas!
Mas com o fim da melodia,
Pensava eu que seria o fim das recordações,
Eu estava enganado!
O tempo das canções assim como o da memória,
Não está preso ao tempo real,
Percorre o imaginário.
Imagine só,
Nossa música tocando novamente!
terça-feira, abril 04, 2006
Mulher Em Seu Acidente
Muitos acreditam,
Que as mulheres são complicadas.
Mas eu particularmente,
Creio que elas são todas iguais.
Obviamente cada uma tem,
Suas próprias particularidades,
Diferenciando entre si,
Apenas nos adjetivos.
Existem aquelas que:
Que nos fazem chorar,
E as que choram demais,
As que gostam de amar,
E as que só olham para traz.
Há também,
Aquelas que em tudo reclamam,
Outras que só querem nosso bem,
Outras que dizem que nos amam,
Mas só quando lhes convém...
Umas que gostam de carinho,
Outras só em alguns momentos,
Porém todas arranjam um jeitinho,
De permanecer em nossos pensamentos!
Enfim...
As características femininas,
São infindas.
Mas de uma coisa elas não abrem mão.
De sentir ao menos uma vez,
O amor que tanto buscam,
Pois as mulheres nascem para se dar,
Vivem desejando...
E morrem todas de amor!
Que as mulheres são complicadas.
Mas eu particularmente,
Creio que elas são todas iguais.
Obviamente cada uma tem,
Suas próprias particularidades,
Diferenciando entre si,
Apenas nos adjetivos.
Existem aquelas que:
Que nos fazem chorar,
E as que choram demais,
As que gostam de amar,
E as que só olham para traz.
Há também,
Aquelas que em tudo reclamam,
Outras que só querem nosso bem,
Outras que dizem que nos amam,
Mas só quando lhes convém...
Umas que gostam de carinho,
Outras só em alguns momentos,
Porém todas arranjam um jeitinho,
De permanecer em nossos pensamentos!
Enfim...
As características femininas,
São infindas.
Mas de uma coisa elas não abrem mão.
De sentir ao menos uma vez,
O amor que tanto buscam,
Pois as mulheres nascem para se dar,
Vivem desejando...
E morrem todas de amor!
sábado, março 04, 2006
AMOR SOL, PAIXÃO LUA.
Olho os primeiros raios de sol,
Despontando pela manhã...
Assim como o pôr do sol,
E toda a sua trajetória.
Muitos pensam na lua,
Como reflexo da paixão,
Sem dúvida esse pensamento,
É correto.
Por isso opto pelo sol.
A lua reflete a luz do sol,
Captando a sua energia,
E repassando-a para nossos olhos.
Porém...
Quero algo mais concreto.
Diria até mais direto!
Nada mais direto que o amor,
Nada mais concreto que o sol.
A lua é para o sol,
O que paixão é para o amor.
Para quem busca se cegar de amor,
Não deve se contentar,
Com o lume faiscado da paixão.
Sua única opção é olhar para o sol,
E sentir seus raios quentes,
Ruborizando sua face,
Assim como sua face se avermelha,
Quando se encontra um amor.
Para aqueles que almejam essa ocasião,
Dou-lhes apenas duas recomendações:
1) Não é necessário fazer uso de protetor solar;
2) Tampouco de óculos escuros.
Despontando pela manhã...
Assim como o pôr do sol,
E toda a sua trajetória.
Muitos pensam na lua,
Como reflexo da paixão,
Sem dúvida esse pensamento,
É correto.
Por isso opto pelo sol.
A lua reflete a luz do sol,
Captando a sua energia,
E repassando-a para nossos olhos.
Porém...
Quero algo mais concreto.
Diria até mais direto!
Nada mais direto que o amor,
Nada mais concreto que o sol.
A lua é para o sol,
O que paixão é para o amor.
Para quem busca se cegar de amor,
Não deve se contentar,
Com o lume faiscado da paixão.
Sua única opção é olhar para o sol,
E sentir seus raios quentes,
Ruborizando sua face,
Assim como sua face se avermelha,
Quando se encontra um amor.
Para aqueles que almejam essa ocasião,
Dou-lhes apenas duas recomendações:
1) Não é necessário fazer uso de protetor solar;
2) Tampouco de óculos escuros.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Velas e Flores; Homens e dores
Em toda minha vida,
O meu sonho era ficar só.
Entretanto nem nos meus sonhos,
Pude realizá-lo.
O contato com as pessoas,
Causa-me repulsa.
Minha antropofôbia é evidente.
Vivia em um quarto escuro,
Em uma casa de um quarto.
Nunca tive uma foto para recordação,
Tampouco tive memórias.
A única coisa que guardo,
Sou eu mesmo.
Prefiro o mundo ao meu jeito,
Que um mundo com defeito.
Em minha casa dividia espaço com as flores,
Objetos que vivem por si,
E que quando morrerem não agonizam.
Somente saia de casa,
Para comprar minhas velas,
Já que não gostava do homem da conta de luz,
E para comprar mel.
Um alimento que não se estraga,
E não é feito por homens!
Mas num dia,
Quando uma de minhas velas caiu,
Em minhas anotações,
Um incêndio ocorreu!
Pude enfim realizar meu sonho...
Hoje não preciso mais de mel,
E as velas, como flores, não me faltam.
Vivo do jeito que sempre quis.
Sem o auxílio dos homens,
Porque viver fugindo deles,
É ir de encontro à morte...
O meu sonho era ficar só.
Entretanto nem nos meus sonhos,
Pude realizá-lo.
O contato com as pessoas,
Causa-me repulsa.
Minha antropofôbia é evidente.
Vivia em um quarto escuro,
Em uma casa de um quarto.
Nunca tive uma foto para recordação,
Tampouco tive memórias.
A única coisa que guardo,
Sou eu mesmo.
Prefiro o mundo ao meu jeito,
Que um mundo com defeito.
Em minha casa dividia espaço com as flores,
Objetos que vivem por si,
E que quando morrerem não agonizam.
Somente saia de casa,
Para comprar minhas velas,
Já que não gostava do homem da conta de luz,
E para comprar mel.
Um alimento que não se estraga,
E não é feito por homens!
Mas num dia,
Quando uma de minhas velas caiu,
Em minhas anotações,
Um incêndio ocorreu!
Pude enfim realizar meu sonho...
Hoje não preciso mais de mel,
E as velas, como flores, não me faltam.
Vivo do jeito que sempre quis.
Sem o auxílio dos homens,
Porque viver fugindo deles,
É ir de encontro à morte...
sábado, janeiro 14, 2006
Entre Portas e Livros
É interessante perceber,
A relação entre portas e livros.
Esses dois objetos,
Levam consigo,
A perspectiva do futuro.
Por estarem aprisionados,
Ao verbo e ação abrir.
Todas as portas e todos os livros,
Somente passam a existir realmente,
Quando os abrimos.
Antes disso eles permanecem fechados,
Assim como nossos olhos.
Uma porta,
Estando disposta a se abrir,
Ou seja, que não esteja trancada.
É, inegavelmente, uma chance para o porvir.
Porque não é somente aquela porta que se abre,
Mas uma gama de oportunidades.
Um cômodo desconhecido,
Mesmo que vejamo-lo todos os dias.
Um livro,
Por si só, já emana seu mistério,
Não se deve julgá-lo pela capa.
Muito menos por um título.
O título de um livro é para o leitor,
Nada mais que um preconceito.
Pode muitas vezes auxiliar na trilha vindoura,
Porém outras vezes somente dificulta o seu caminho.
Entre portas e livros,
Há uma relação interessante,
Que nos aponta para o futuro,
Um futuro que nos dá medo,
Porque é desconhecido.
Entretanto abrindo os olhos, maçanetas e capas,
É possível encontrar o que se procura,
Indo até uma estante abrindo um livro,
E o lendo até a pagina dois,
Porque um amor para ser amor,
Não precisa estar distante.
A relação entre portas e livros.
Esses dois objetos,
Levam consigo,
A perspectiva do futuro.
Por estarem aprisionados,
Ao verbo e ação abrir.
Todas as portas e todos os livros,
Somente passam a existir realmente,
Quando os abrimos.
Antes disso eles permanecem fechados,
Assim como nossos olhos.
Uma porta,
Estando disposta a se abrir,
Ou seja, que não esteja trancada.
É, inegavelmente, uma chance para o porvir.
Porque não é somente aquela porta que se abre,
Mas uma gama de oportunidades.
Um cômodo desconhecido,
Mesmo que vejamo-lo todos os dias.
Um livro,
Por si só, já emana seu mistério,
Não se deve julgá-lo pela capa.
Muito menos por um título.
O título de um livro é para o leitor,
Nada mais que um preconceito.
Pode muitas vezes auxiliar na trilha vindoura,
Porém outras vezes somente dificulta o seu caminho.
Entre portas e livros,
Há uma relação interessante,
Que nos aponta para o futuro,
Um futuro que nos dá medo,
Porque é desconhecido.
Entretanto abrindo os olhos, maçanetas e capas,
É possível encontrar o que se procura,
Indo até uma estante abrindo um livro,
E o lendo até a pagina dois,
Porque um amor para ser amor,
Não precisa estar distante.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Pequenos Amores
No principio havia dentro de mim,
Uma aspiração enorme de encontrar,
A grande paixão!
Daquelas que embriaga o homem...
Que nos faz perder a cabeça
Mas encontrar o coração.
Dessas sem eira nem beira,
Que se conhece o começo,
Mas não se sabe nunca qual será o final,
Porém quando este chega...
Mais fatal que uma ressaca!
É o seu dia seguinte.
Muito pior que a ressaca porque,
Ao invés da terrível dor de cabeça,
Quem sofre é o coração.
E para a nossa desgraça,
Não inventaram um engove,
Para a paixão!
Mas o tempo foi passado,
Assim como a embriages,
Fui me tornando mais responsável,
Deixando de beber no copo de uma paixão ardente.
Hoje reabilitado,
Sei que o saldo de uma grande paixão,
É negativo, por sua ressaca,
O mal que ela traz,
É infinitamente pior que o seu uso!
Por isso mudei meus hábitos,
Não busco mais uma grande paixão,
Minha busca é por sutilezas,
Dessas que não nos maltratam tanto,
E não são tão intensas!
Agora apenas quero me deliciar,
Com meus pequenos amores!
Uma aspiração enorme de encontrar,
A grande paixão!
Daquelas que embriaga o homem...
Que nos faz perder a cabeça
Mas encontrar o coração.
Dessas sem eira nem beira,
Que se conhece o começo,
Mas não se sabe nunca qual será o final,
Porém quando este chega...
Mais fatal que uma ressaca!
É o seu dia seguinte.
Muito pior que a ressaca porque,
Ao invés da terrível dor de cabeça,
Quem sofre é o coração.
E para a nossa desgraça,
Não inventaram um engove,
Para a paixão!
Mas o tempo foi passado,
Assim como a embriages,
Fui me tornando mais responsável,
Deixando de beber no copo de uma paixão ardente.
Hoje reabilitado,
Sei que o saldo de uma grande paixão,
É negativo, por sua ressaca,
O mal que ela traz,
É infinitamente pior que o seu uso!
Por isso mudei meus hábitos,
Não busco mais uma grande paixão,
Minha busca é por sutilezas,
Dessas que não nos maltratam tanto,
E não são tão intensas!
Agora apenas quero me deliciar,
Com meus pequenos amores!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Que Seja Eterno
Encontrei,
Quem tanto procurava,
Demorei,
Neste tempo mais me apaixonava,
Ela compreende-me,
Nas minúcias de minha vida,
Alegra-me,
Até nas horas de partida.
Sem me obrigar,
A dar-lhe nada em troca,
Faz-me de emoção pular,
Quando em meu coração toca.
Foi difícil e complicado,
Perceber,
Cheguei até a sofer,
Agora descanso aqui alíviado.
É uma grande relação,
Com algum conflíto,
Bastante emoção,
Um amor verdadeiramente bonito.
Se ela me chama,
Eu vou,
Ela sabe quem eu sou,
E o mais importante, ela me ama!
Nesse romance ,
Não há traição,
E se tiver vem logo o perdão,
Acompanhado de mais uma chance.
Sei exatamente,
O que é amar,
É deixar-se contente,
E sorridente se levantar.
Apaixonei-me, quem diria...
Reciprocamente,
Não sou mais um penitente,
Apaixonei-me pela poesia.
Quem tanto procurava,
Demorei,
Neste tempo mais me apaixonava,
Ela compreende-me,
Nas minúcias de minha vida,
Alegra-me,
Até nas horas de partida.
Sem me obrigar,
A dar-lhe nada em troca,
Faz-me de emoção pular,
Quando em meu coração toca.
Foi difícil e complicado,
Perceber,
Cheguei até a sofer,
Agora descanso aqui alíviado.
É uma grande relação,
Com algum conflíto,
Bastante emoção,
Um amor verdadeiramente bonito.
Se ela me chama,
Eu vou,
Ela sabe quem eu sou,
E o mais importante, ela me ama!
Nesse romance ,
Não há traição,
E se tiver vem logo o perdão,
Acompanhado de mais uma chance.
Sei exatamente,
O que é amar,
É deixar-se contente,
E sorridente se levantar.
Apaixonei-me, quem diria...
Reciprocamente,
Não sou mais um penitente,
Apaixonei-me pela poesia.
terça-feira, novembro 22, 2005
Amar
Talvez não diga nada além,
Do que foi dito, por mim,
Entretanto dessa vez há um porém,
Essas novas palavras,
Correspondem a um real sentimento.
Não que todas as outras,
Não tenham sido reais,
Tampouco que não tenham,
Lhes faltado sentimentos,
Mas desta vez,
O sentimento é exacerbado!
Posso desta vez,
Ser considerado piegas,
Ou um tanto leviano.
Mas qual amante não é?
Todos aqueles que amam,
Fazem comparações absurdas,
Crêem que na existência de algo,
Que eles próprios não podem suportar,
Acreditam que o mundo é mais belo,
Do que a própria beleza!
Fazem do real o seu verdadeiro ideal!
Foi isso que encontrei em ti!
Um ideal realizado,
Uma existência externa,
Que chego a chamar de eterna,
Pois esse viver é algo mais.
Foi esse algo mais que encontrei em ti,
Coisas que só são encontradas na perfeição,
Não quero dizer-te, aqui, que tu és perfeita,
Isto está longe de ocorrer,
Ainda bem!
O que estou me referindo,
É que sem dúvida, você tem seus defeitos,
Quem não tem?
Todavia são as imperfeições mais belas,
Que eu já vi em minha vida.
São tão fáceis de se aceitar,
Que chega até ser ridículo,
Não querer te amar!
É nesse mar de facilidade que quero me aprofundar,
Quero descobrir a cada dia mais, teus gostos,
Teus vícios, tuas virtudes,
Teus carinhos, teus maltrates,
Tuas tristezas e alegrias
Quero saber de tudo,
Quero me afogar naquilo que seja você,
Ir fundo na unidade contigo.
As coisas são de tal forma,
Que enfrento mares e montanhas,
Para estar ao teu lado,
Em qualquer manhã.
Sei que essa é uma idéia vã.
Mas isto pouco me importa!
O que me importa,
É estar ao teu lado,
Sentir o teu cheiro,
E segurar em tua mão!
Segurar a tua mão...
Gesto mais singelo e puro,
Quiçá seja o gesto que mais traduza o amor.
Pois a mão somente é estendida,
Para quem precisa,
No entanto os amantes,
Dão-se as mãos de forma igual,
Como se falassem:
- Preciso de ti nesta hora!
Mesmo que tu, ainda, não sintas,
O mesmo que sinto por ti,
Quero que tu sejas livre,
Para um dia me querer,
Se isso acontecer,
Almejo segurar em tua mão,
Representando pela primeira vez,
A frase:
- Te amo!
Porque, hoje,
Estar contigo,
De certa maneira,
É encontrar-me!
Do que foi dito, por mim,
Entretanto dessa vez há um porém,
Essas novas palavras,
Correspondem a um real sentimento.
Não que todas as outras,
Não tenham sido reais,
Tampouco que não tenham,
Lhes faltado sentimentos,
Mas desta vez,
O sentimento é exacerbado!
Posso desta vez,
Ser considerado piegas,
Ou um tanto leviano.
Mas qual amante não é?
Todos aqueles que amam,
Fazem comparações absurdas,
Crêem que na existência de algo,
Que eles próprios não podem suportar,
Acreditam que o mundo é mais belo,
Do que a própria beleza!
Fazem do real o seu verdadeiro ideal!
Foi isso que encontrei em ti!
Um ideal realizado,
Uma existência externa,
Que chego a chamar de eterna,
Pois esse viver é algo mais.
Foi esse algo mais que encontrei em ti,
Coisas que só são encontradas na perfeição,
Não quero dizer-te, aqui, que tu és perfeita,
Isto está longe de ocorrer,
Ainda bem!
O que estou me referindo,
É que sem dúvida, você tem seus defeitos,
Quem não tem?
Todavia são as imperfeições mais belas,
Que eu já vi em minha vida.
São tão fáceis de se aceitar,
Que chega até ser ridículo,
Não querer te amar!
É nesse mar de facilidade que quero me aprofundar,
Quero descobrir a cada dia mais, teus gostos,
Teus vícios, tuas virtudes,
Teus carinhos, teus maltrates,
Tuas tristezas e alegrias
Quero saber de tudo,
Quero me afogar naquilo que seja você,
Ir fundo na unidade contigo.
As coisas são de tal forma,
Que enfrento mares e montanhas,
Para estar ao teu lado,
Em qualquer manhã.
Sei que essa é uma idéia vã.
Mas isto pouco me importa!
O que me importa,
É estar ao teu lado,
Sentir o teu cheiro,
E segurar em tua mão!
Segurar a tua mão...
Gesto mais singelo e puro,
Quiçá seja o gesto que mais traduza o amor.
Pois a mão somente é estendida,
Para quem precisa,
No entanto os amantes,
Dão-se as mãos de forma igual,
Como se falassem:
- Preciso de ti nesta hora!
Mesmo que tu, ainda, não sintas,
O mesmo que sinto por ti,
Quero que tu sejas livre,
Para um dia me querer,
Se isso acontecer,
Almejo segurar em tua mão,
Representando pela primeira vez,
A frase:
- Te amo!
Porque, hoje,
Estar contigo,
De certa maneira,
É encontrar-me!
segunda-feira, novembro 21, 2005
Se Formatando a informação
Digamos que exista um fato,
Histórias contadas sobre este,
Nem sempre são verdadeiras,
Ou poderia dizer quase nunca?
Se há alguma verdade,
Ela se perdera,
Com a criação de outras versões,
Contando agora a aversão aos fatos!
Com isso, mesmo que sejamos verdadeiros,
Estaremos mentindo,
Nem sempre para nós mesmo,
Mas sem dúvida para a verdade!
Sempre formamos essa matéria,
Sem forma,
A nossa imagem e semelhança.
E o que era informação,
Passa a ser formatação!
Perdoe-nos ó verdade!
Pois esquecemos de ti.
Histórias contadas sobre este,
Nem sempre são verdadeiras,
Ou poderia dizer quase nunca?
Se há alguma verdade,
Ela se perdera,
Com a criação de outras versões,
Contando agora a aversão aos fatos!
Com isso, mesmo que sejamos verdadeiros,
Estaremos mentindo,
Nem sempre para nós mesmo,
Mas sem dúvida para a verdade!
Sempre formamos essa matéria,
Sem forma,
A nossa imagem e semelhança.
E o que era informação,
Passa a ser formatação!
Perdoe-nos ó verdade!
Pois esquecemos de ti.
quarta-feira, novembro 02, 2005
Só sabemos esperar
A dor é grande,
E a garganta aperta demasiadamente!
As lagrimas caem mais uma vez.
Talvez o pior da morte,
Não seja o fato de que a pessoa se foi,
Mas que esperamos de mais por fazer as coisas!
E fica tudo, feito pelo não feito.
Espera-se muito tempo,
Até o tempo se acabar,
Assim vamos vivendo,
Até o final.
Quando menos esperamos, ele acontece!
É o fim.
Será?
E a garganta aperta demasiadamente!
As lagrimas caem mais uma vez.
Talvez o pior da morte,
Não seja o fato de que a pessoa se foi,
Mas que esperamos de mais por fazer as coisas!
E fica tudo, feito pelo não feito.
Espera-se muito tempo,
Até o tempo se acabar,
Assim vamos vivendo,
Até o final.
Quando menos esperamos, ele acontece!
É o fim.
Será?
sábado, outubro 29, 2005
INTENÇÕES DA IN-TENSÃO
Encontrar a in-tensão,
É viver num encontro harmônico,
Entre o conflito e a placidez.
Num eterno completar,
Na bifurcação dos opostos,
Concretizado na resolução,
Da crise,
Com a atuação da paz.
In-tensões se dão a dois,
Em buscas intensas.
De causas,
Para ocorrerem estes fenômenos.
A causa da in-tensão,
É a intenção.
Indubitavelmente, é impossível que algo aconteça,
Sem que não haja intenção.
Mesmo quando não se planeja,
A intenção sempre se encontra,
Porque não podemos esquecer,
Que existem dois pólos,
E mesmo que um não perceba,
O outro já terá uma intenção.
Isto é inevitável!
O Cosmos é desestruturado,
Mas as oposições binárias,
Tendem a se harmonizar,
Por meio das intenções,
Até estabilizar numa in-tensão.
Macro ou micro cosmicamente,
O efeito é sempre o mesmo,
Conectamos nossos conflitos,
Na placidez alheia.
Assim se funda a comunidade!
Se todo o meu pensamento,
Parece-te uma confusão,
Te proponho uma pergunta:
Qual é a tua intenção?
É viver num encontro harmônico,
Entre o conflito e a placidez.
Num eterno completar,
Na bifurcação dos opostos,
Concretizado na resolução,
Da crise,
Com a atuação da paz.
In-tensões se dão a dois,
Em buscas intensas.
De causas,
Para ocorrerem estes fenômenos.
A causa da in-tensão,
É a intenção.
Indubitavelmente, é impossível que algo aconteça,
Sem que não haja intenção.
Mesmo quando não se planeja,
A intenção sempre se encontra,
Porque não podemos esquecer,
Que existem dois pólos,
E mesmo que um não perceba,
O outro já terá uma intenção.
Isto é inevitável!
O Cosmos é desestruturado,
Mas as oposições binárias,
Tendem a se harmonizar,
Por meio das intenções,
Até estabilizar numa in-tensão.
Macro ou micro cosmicamente,
O efeito é sempre o mesmo,
Conectamos nossos conflitos,
Na placidez alheia.
Assim se funda a comunidade!
Se todo o meu pensamento,
Parece-te uma confusão,
Te proponho uma pergunta:
Qual é a tua intenção?
domingo, outubro 09, 2005
Deixar existir
As coisas não fluem,
Sofrem sempre uma dominação,
É o externo se impondo na natureza!
Seja ela qual for.
De um lado encontramos a liberdade,
Do outro a necessidade universalizável.
Essas vontades são o que chamo de externo.
Dois lados de uma mesma moeda,
E por que não dizer: dois lados de uma mesma face?
A face de um ciclope,
Com sua visão monocular!
Vemos apenas o que queremos ver.
Observamos o que queremos dominar.
Somente podemos enxergar aquilo que nos sirva!
O que não se dobra as nossas vontades,
É esquecido por nós,
Perdendo o sentido!
Caindo no vazio.
Porém é no vazio que ele se encontra a sua existência!
Brotando com força, emergindo do poço abissal criado por nós,
E nos causando espanto!
Numa contradição tamanha,
É o próprio espanto que cria nosso pensamento!
Sem isto não existira as indagações, tão comuns aos homens.
Sendo assim o que foi jogado fora, deve ser reerguido.
E não dominado.
Nossa existência é buscar o que foi esquecido, por nós,
Nessa busca inacabável é que encontramos nossa essência!
Pois é somente assim que a verdade se dá,
É somente assim que encontramos nosso ser!
(Homenagem a Heidegger)
Sofrem sempre uma dominação,
É o externo se impondo na natureza!
Seja ela qual for.
De um lado encontramos a liberdade,
Do outro a necessidade universalizável.
Essas vontades são o que chamo de externo.
Dois lados de uma mesma moeda,
E por que não dizer: dois lados de uma mesma face?
A face de um ciclope,
Com sua visão monocular!
Vemos apenas o que queremos ver.
Observamos o que queremos dominar.
Somente podemos enxergar aquilo que nos sirva!
O que não se dobra as nossas vontades,
É esquecido por nós,
Perdendo o sentido!
Caindo no vazio.
Porém é no vazio que ele se encontra a sua existência!
Brotando com força, emergindo do poço abissal criado por nós,
E nos causando espanto!
Numa contradição tamanha,
É o próprio espanto que cria nosso pensamento!
Sem isto não existira as indagações, tão comuns aos homens.
Sendo assim o que foi jogado fora, deve ser reerguido.
E não dominado.
Nossa existência é buscar o que foi esquecido, por nós,
Nessa busca inacabável é que encontramos nossa essência!
Pois é somente assim que a verdade se dá,
É somente assim que encontramos nosso ser!
(Homenagem a Heidegger)
terça-feira, agosto 23, 2005
Algumas palavras pra vida
Como é difícil viver de poesia,
Se houvesse essa possibilidade, a faria,
Entretanto sei que passaria muitos dias,
Com minha barriga vazia!
Porque as palavras se perderam,
Tornaram-se meros símbolos,
Sem significado.
Não por falta,
Mas por excesso.
Bom era o tempo do duplo sentido,
Quando se podia brincar com as palavras,
Induzindo o que se queria dizer,
Sem que o leitor fosse perceber.
Seguindo uma idéia em linha reta.
Hoje esse caminho está tortuoso!
Não há mais como induzir o leitor,
Para que ele dance conforme a música,
A música pode ser a mesma, mas os ouvidos são outros.
Obviamente não deixarei de dar meus passos,
Muito menos de cantar minhas canções,
Pois não sou eu quem faz as poesias,
É a poesia que me faz.
Se hoje está tão difícil viver de poesia,
Pelas palavras trazerem com elas diversas outras,
A solução é mudar o sentido,
E fazer do agora uma poesia de vida.
Se houvesse essa possibilidade, a faria,
Entretanto sei que passaria muitos dias,
Com minha barriga vazia!
Porque as palavras se perderam,
Tornaram-se meros símbolos,
Sem significado.
Não por falta,
Mas por excesso.
Bom era o tempo do duplo sentido,
Quando se podia brincar com as palavras,
Induzindo o que se queria dizer,
Sem que o leitor fosse perceber.
Seguindo uma idéia em linha reta.
Hoje esse caminho está tortuoso!
Não há mais como induzir o leitor,
Para que ele dance conforme a música,
A música pode ser a mesma, mas os ouvidos são outros.
Obviamente não deixarei de dar meus passos,
Muito menos de cantar minhas canções,
Pois não sou eu quem faz as poesias,
É a poesia que me faz.
Se hoje está tão difícil viver de poesia,
Pelas palavras trazerem com elas diversas outras,
A solução é mudar o sentido,
E fazer do agora uma poesia de vida.
sábado, junho 25, 2005
Perdi a perfeição
Perdi a perfeição!
Será difícil encontrá-la novamente,
Ela era tudo que eu precisava,
Mas não soube aproveitar!
Tentei não forçar nada,
Fui deixando acontecer,
Até que quando aconteceu,
Já não estava lá.
Nesse instante a pressa foi amiga da perfeição!
Encontrava-me em outro lugar,
No grande momento de minha vida.
Não posso negar que tive chances!
Porém não sei realmente se as tive.
Neste mundo de ilusão,
É difícil reconhecer a verdade.
Será que existe alguma verdade?
Se existir a verdade,
Então eu a omiti.
Omiti a verdade para ter tranqüilidade.
Tranqüilidade essa, que se acabou,
Quando me convenci de a perfeição não me acompanhava.
E nem podia me acompanhar,
Porque a perfeição habita ao lado da agilidade!
Creio até que a perfeição ame a agilidade,
Pois para que cheguemos à perfeição,
Como dizem: é preciso ter calma!
Sendo assim, a perfeição não procura à calma,
Pois nós já lhe oferecemos!
Todos amam aquilo que não tem!
E por isso a calma não faz falta para ela,
Ofereci coisas que ela já tinha!
Dons repetidos,
Não completam ninguém
Por isso eu não a completava.
Mas como eu, um simples mortal,
Posso completar a perfeição?
Toda perfeição é perfeita!
E por isso ela é o que ela é.
Tolo fui eu, em pensar que poderia tê-la!
Completar a perfeição é algo humanamente impossível.
Perdi a perfeição,
E será difícil encontrá-la novamente,
O ser humano não deve almejá-la,
Sua aparição nos leva ao sofrimento,
Pois para nós, ela sempre dirá não!
Será difícil encontrá-la novamente,
Ela era tudo que eu precisava,
Mas não soube aproveitar!
Tentei não forçar nada,
Fui deixando acontecer,
Até que quando aconteceu,
Já não estava lá.
Nesse instante a pressa foi amiga da perfeição!
Encontrava-me em outro lugar,
No grande momento de minha vida.
Não posso negar que tive chances!
Porém não sei realmente se as tive.
Neste mundo de ilusão,
É difícil reconhecer a verdade.
Será que existe alguma verdade?
Se existir a verdade,
Então eu a omiti.
Omiti a verdade para ter tranqüilidade.
Tranqüilidade essa, que se acabou,
Quando me convenci de a perfeição não me acompanhava.
E nem podia me acompanhar,
Porque a perfeição habita ao lado da agilidade!
Creio até que a perfeição ame a agilidade,
Pois para que cheguemos à perfeição,
Como dizem: é preciso ter calma!
Sendo assim, a perfeição não procura à calma,
Pois nós já lhe oferecemos!
Todos amam aquilo que não tem!
E por isso a calma não faz falta para ela,
Ofereci coisas que ela já tinha!
Dons repetidos,
Não completam ninguém
Por isso eu não a completava.
Mas como eu, um simples mortal,
Posso completar a perfeição?
Toda perfeição é perfeita!
E por isso ela é o que ela é.
Tolo fui eu, em pensar que poderia tê-la!
Completar a perfeição é algo humanamente impossível.
Perdi a perfeição,
E será difícil encontrá-la novamente,
O ser humano não deve almejá-la,
Sua aparição nos leva ao sofrimento,
Pois para nós, ela sempre dirá não!
terça-feira, junho 21, 2005
As pessoas se unem umas com as outras para que?
Para tentar preencher suas vidas unas, e se completarem?
Para o simples luxo de ter alguém ao lado?
Para que?
Para selarem o contrato que diz, que ninguém deve ficar só neste mundo?
Para terem com quem contar depois que ficarem velhos?
Para serem vistas na sociedade de modo diferente?
Para aprender com a outra pessoa?
Para ensinar a outra pessoa?
Para não aprender e nem ensinar?
Para não ter mais medo de escuro?
Para não ter mais pensamentos absurdos?
Para não ter mais erros e apuros?
Para poder viver intensamente?
Para poder viver com mais calma?
Para poder viver deliberadamente?
Para rimar como eu estou rimando?
Para pensar como eu estou pensando?
Para falar como eu estou falando?
Para que eu não rimei nos primeiros versos?
Para que eu não os escrevi poeticamente?
Para que esta questão veio à minha mente?
Para que as frases?
Para que as frases negativas e positivas?
Para que as frases que falam da união?
Para que?
Para
que?
Chega de para quês?
Agora espero saber a resposta da minha pergunta!
Para sentir a paixão, para serem amadas e para darem amor!
Pois o amor serve para contaminar com os seres-humanos!
Viva o amor!
Viva o amor insanamente!
Viva-o como gente!
Mas para que?
Para que!?
Depois a gente vê!
Para o simples luxo de ter alguém ao lado?
Para que?
Para selarem o contrato que diz, que ninguém deve ficar só neste mundo?
Para terem com quem contar depois que ficarem velhos?
Para serem vistas na sociedade de modo diferente?
Para aprender com a outra pessoa?
Para ensinar a outra pessoa?
Para não aprender e nem ensinar?
Para não ter mais medo de escuro?
Para não ter mais pensamentos absurdos?
Para não ter mais erros e apuros?
Para poder viver intensamente?
Para poder viver com mais calma?
Para poder viver deliberadamente?
Para rimar como eu estou rimando?
Para pensar como eu estou pensando?
Para falar como eu estou falando?
Para que eu não rimei nos primeiros versos?
Para que eu não os escrevi poeticamente?
Para que esta questão veio à minha mente?
Para que as frases?
Para que as frases negativas e positivas?
Para que as frases que falam da união?
Para que?
Para
que?
Chega de para quês?
Agora espero saber a resposta da minha pergunta!
Para sentir a paixão, para serem amadas e para darem amor!
Pois o amor serve para contaminar com os seres-humanos!
Viva o amor!
Viva o amor insanamente!
Viva-o como gente!
Mas para que?
Para que!?
Depois a gente vê!
quarta-feira, junho 15, 2005
Dor Lancinante
Dor lancinante,
Fez-me passar por amado,
Para depois me passar por amante,
E agora estou condenado.
Sabe quantas horas diurnas,
Passei pensando em ti?
Isso sem falar nas noturnas,
Toda noite sem dormir.
Por favor, não me ligue mais!
Não gaste mais o seu dedo,
Pois saiba que meu grande medo,
É ser passado pra traz.
Se algum dia me encontrar,
Na calçada,
Não pense que vou olhar,
Pra você minha doce amada.
Fiz tudo o que você quis,
Tentando te fazer feliz,
E como você me agradece?
Fica com outro. E me esquece.
Não espero que entenda minha desilusão,
E nem quero que isso aconteça,
Quero que devolva meu coração,
Antes que desapareça!
Mas não fique culpada,
Pelo o que eu falo,
Se ficares preocupada,
Então, sendo assim, eu me calo.
Fez-me passar por amado,
Para depois me passar por amante,
E agora estou condenado.
Sabe quantas horas diurnas,
Passei pensando em ti?
Isso sem falar nas noturnas,
Toda noite sem dormir.
Por favor, não me ligue mais!
Não gaste mais o seu dedo,
Pois saiba que meu grande medo,
É ser passado pra traz.
Se algum dia me encontrar,
Na calçada,
Não pense que vou olhar,
Pra você minha doce amada.
Fiz tudo o que você quis,
Tentando te fazer feliz,
E como você me agradece?
Fica com outro. E me esquece.
Não espero que entenda minha desilusão,
E nem quero que isso aconteça,
Quero que devolva meu coração,
Antes que desapareça!
Mas não fique culpada,
Pelo o que eu falo,
Se ficares preocupada,
Então, sendo assim, eu me calo.
sexta-feira, maio 20, 2005
Diversos
Como explicar a existência,
Com duas estrofes e alguns versos?
Imagine então as próprias ciências,
Que tentam explicar pelo universo!
Para compreender toda essa pluralidade,
Se isso eu puder!
É preciso dois conceitos: o é e não-é.
E o meio-termo? Bem... ainda não existe a triversidade.
Com duas estrofes e alguns versos?
Imagine então as próprias ciências,
Que tentam explicar pelo universo!
Para compreender toda essa pluralidade,
Se isso eu puder!
É preciso dois conceitos: o é e não-é.
E o meio-termo? Bem... ainda não existe a triversidade.
quinta-feira, maio 05, 2005
Hino sobre A DEUSA, que o Fiel pensava!
Agir de modo impensado é pior do que construir muralhas frágeis e deixar a Deusa de lado!
Do mesmo modo que o império do antigo Rei foi derrotado, o atual império também fora.
Não foi por falta das muralhas e nem mesmo por falta de resguardos da divina do elixir,
Ela protegera-o muito bem, mas o novato Rei não prestava os sacrifícios, necessitados.
Sendo assim a Deusa começara a quedar-se receosa e clamou pelo conselho: Panteão!
O Panteão foi formado por diversos Deuses e Deusas, porém só duas tinham poder.
Somente essas duas e a Deusa obtinham o verdadeiro poder,elas quiseram festejar.
Seria uma festa para rememorar o engenhoso elixir consagrado da terra lá do alto.
No entanto a terra do alto era da Deusa enquanto as outras moravam nas ribeiras.
Por isso a Deusa tinha de ir todas as semanas a pedreira que ficava cerca do rio.
Este rio era um dos quais fornecia a água para preparar o grande elixir divino.
O festejo aconteceria no reino, pois serviria para faze-lo lembrar da sua diva.
No festejo ritualístico, a Deusa esbanjou-se com o elixir. Ela beberia muito.
Tomava o elixir, esperando encontrar o Rei, para ver qual seria a oferenda.
Porém o Rei continuou com blasfêmeas, cometendo apostasia e pecados.
Pecado esse que é considerado dentre todos o pior.Traindo a sua Deusa.
O rei tomava o elixir das terras da Deusa antiga, mas fazia com outras!
Sim! Outras divindades! Deixando de crer na Deusa, que lhe dá tudo.
Proteção e amor!Muralhas, exércitos e batalhas triunfantes. O elixir!
Nada disso parecia agradar mais o rei, que bebia junto à outra diva.
A Deusa do alto então enfureceu-se, retirou-se do templo imperial.
Sem proteção divina os muros e colunas do império curvaram-se.
Serra e Barra, romperam-se, como era antes no terreno imperial.
Antes do imperador novato, derrotar o antigo rei, inexpressivo.
A Deusa sofre, pensando que pecou em dar proteção para ele.
Chora constantemente, sem nunca parar, as divinas lagrimas.
O antigo rei, que a carregava no seu estandarte com glorias!
Nada pode almejar para saciar a vontade de vingança dela!
Porque ele, como havia dito, seria fiel ao império celestial.
Vencendo a paixão pela Deusa do alto para ir pras razões.
Sem seus antigos fieis, a Deusa se sente sozinha, porém,
Não está! Ainda há o Panteão e a dupla de divas do rio.
Como em outras ocasiões, elas irão confortar a Deusa.
Porque não existe, ainda um novo império pra murar.
Tão pouco um imperador para saciar suas vontades!
Como nessa alegoria, a alegria da nossa divindade,
Esvaindo-se, uma a uma, letra a letra.Pra no final:
Descobrir que ainda restará a ela algumas coisas.
Sua terra, suas pedras, seus rios e o reino-elixir.
Que faz todo um Império, já no começo sorrir!
Sorria junto com ele! Porque será glorificado.
Seu sorriso, com seu perfume e seus lábios,
Derramaram sobre nos os mortais: Benção!
Pois de algum reino será sempre a divina!
FIM (porém esse hino não irá acabar dessa forma. garanto-lhes! Pois sobram letras e seu elixir)!
Do mesmo modo que o império do antigo Rei foi derrotado, o atual império também fora.
Não foi por falta das muralhas e nem mesmo por falta de resguardos da divina do elixir,
Ela protegera-o muito bem, mas o novato Rei não prestava os sacrifícios, necessitados.
Sendo assim a Deusa começara a quedar-se receosa e clamou pelo conselho: Panteão!
O Panteão foi formado por diversos Deuses e Deusas, porém só duas tinham poder.
Somente essas duas e a Deusa obtinham o verdadeiro poder,elas quiseram festejar.
Seria uma festa para rememorar o engenhoso elixir consagrado da terra lá do alto.
No entanto a terra do alto era da Deusa enquanto as outras moravam nas ribeiras.
Por isso a Deusa tinha de ir todas as semanas a pedreira que ficava cerca do rio.
Este rio era um dos quais fornecia a água para preparar o grande elixir divino.
O festejo aconteceria no reino, pois serviria para faze-lo lembrar da sua diva.
No festejo ritualístico, a Deusa esbanjou-se com o elixir. Ela beberia muito.
Tomava o elixir, esperando encontrar o Rei, para ver qual seria a oferenda.
Porém o Rei continuou com blasfêmeas, cometendo apostasia e pecados.
Pecado esse que é considerado dentre todos o pior.Traindo a sua Deusa.
O rei tomava o elixir das terras da Deusa antiga, mas fazia com outras!
Sim! Outras divindades! Deixando de crer na Deusa, que lhe dá tudo.
Proteção e amor!Muralhas, exércitos e batalhas triunfantes. O elixir!
Nada disso parecia agradar mais o rei, que bebia junto à outra diva.
A Deusa do alto então enfureceu-se, retirou-se do templo imperial.
Sem proteção divina os muros e colunas do império curvaram-se.
Serra e Barra, romperam-se, como era antes no terreno imperial.
Antes do imperador novato, derrotar o antigo rei, inexpressivo.
A Deusa sofre, pensando que pecou em dar proteção para ele.
Chora constantemente, sem nunca parar, as divinas lagrimas.
O antigo rei, que a carregava no seu estandarte com glorias!
Nada pode almejar para saciar a vontade de vingança dela!
Porque ele, como havia dito, seria fiel ao império celestial.
Vencendo a paixão pela Deusa do alto para ir pras razões.
Sem seus antigos fieis, a Deusa se sente sozinha, porém,
Não está! Ainda há o Panteão e a dupla de divas do rio.
Como em outras ocasiões, elas irão confortar a Deusa.
Porque não existe, ainda um novo império pra murar.
Tão pouco um imperador para saciar suas vontades!
Como nessa alegoria, a alegria da nossa divindade,
Esvaindo-se, uma a uma, letra a letra.Pra no final:
Descobrir que ainda restará a ela algumas coisas.
Sua terra, suas pedras, seus rios e o reino-elixir.
Que faz todo um Império, já no começo sorrir!
Sorria junto com ele! Porque será glorificado.
Seu sorriso, com seu perfume e seus lábios,
Derramaram sobre nos os mortais: Benção!
Pois de algum reino será sempre a divina!
FIM (porém esse hino não irá acabar dessa forma. garanto-lhes! Pois sobram letras e seu elixir)!
terça-feira, abril 26, 2005
Melhor Idade
Quando eu ficar velho,
Espero ter liberdade!
Para poder desfrutar,
O resto de minha vida, fora do mundo!
Tirar o peso que força meus ombros,
E flutuar pelo céu como nuvem!
Fontes de purezas gélidas,
Cortando o azul celeste.
Toneladas e toneladas,
De obrigações que recaem sobre meu dorso,
Enquanto ainda estou jovem.
Quando chegar a velhice,
Quero me sentir livre delas!
Não ter mais responsabilidades,
Com Deus,
Com a sociedade,
Com o país,
Com o trabalho,
Com as instituições,
Com os amigos,
Com a família,
Comigo.
Quero me sentir livre,
Da própria responsabilidade,
Que a liberdade traz!
Quero romper as barreiras da limitação.
Onde a escolha não é mais julgada,
Por seus fins! Muito menos por seus meios!
Pois ela não existirá.
Serei livre por não ter escolhas!
Quero ser puro azo,
No meio de dois universos!
Na ânsia de nunca ter vontade,
E no pensamento de não ter razão!
Mas infelizmente por este único detalhe,
Não serei livre definitivamente.
Tudo causado de uma abstração:
Homem animal racional!
Razão!
O ultimo junco antes da liberdade.
Aquele que conseguir nos livrar,
Será cativado pela loucura.
Aguardo que este seja eu,
A causar a única e ultima revolução!
Que nos dará o mais belo dos bens:
A paixão desmedida.
Quando eu ficar velho,
Espero estar louco,
Sem mais a palavra para me contradizer,
Apenas gestos desgovernados.
Somente como louco,
Conseguirei a liberdade,
Sei que não deixarei de ser.
Mas serei somente:
Poesia pura.
Espero ter liberdade!
Para poder desfrutar,
O resto de minha vida, fora do mundo!
Tirar o peso que força meus ombros,
E flutuar pelo céu como nuvem!
Fontes de purezas gélidas,
Cortando o azul celeste.
Toneladas e toneladas,
De obrigações que recaem sobre meu dorso,
Enquanto ainda estou jovem.
Quando chegar a velhice,
Quero me sentir livre delas!
Não ter mais responsabilidades,
Com Deus,
Com a sociedade,
Com o país,
Com o trabalho,
Com as instituições,
Com os amigos,
Com a família,
Comigo.
Quero me sentir livre,
Da própria responsabilidade,
Que a liberdade traz!
Quero romper as barreiras da limitação.
Onde a escolha não é mais julgada,
Por seus fins! Muito menos por seus meios!
Pois ela não existirá.
Serei livre por não ter escolhas!
Quero ser puro azo,
No meio de dois universos!
Na ânsia de nunca ter vontade,
E no pensamento de não ter razão!
Mas infelizmente por este único detalhe,
Não serei livre definitivamente.
Tudo causado de uma abstração:
Homem animal racional!
Razão!
O ultimo junco antes da liberdade.
Aquele que conseguir nos livrar,
Será cativado pela loucura.
Aguardo que este seja eu,
A causar a única e ultima revolução!
Que nos dará o mais belo dos bens:
A paixão desmedida.
Quando eu ficar velho,
Espero estar louco,
Sem mais a palavra para me contradizer,
Apenas gestos desgovernados.
Somente como louco,
Conseguirei a liberdade,
Sei que não deixarei de ser.
Mas serei somente:
Poesia pura.
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